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Já tem algum tempo que resolvi começar a nos filmar vez que outra, pra olhar e sentir o peito encolhido de saudade dos nossos momentos e felicidade por ter vivido. Assisto quando bate uma tristezinha, quando sinto tua falta aqui…

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Já tem algum tempo que resolvi começar a nos filmar vez que outra, pra olhar e sentir o peito encolhido de saudade dos nossos momentos e felicidade por ter vivido. Assisto quando bate uma tristezinha, quando sinto tua falta aqui do outro lado da cama, quando não tenho internet fora de casa. Não tem o registro das várias vezes que tive certeza de que te amo, porque muitas delas aconteceram nos meus momentos mais caóticos, nos que tu nunca me deixou passar sozinha e apesar de serem importantes, não valeria a pena filmar. São coisas simples, vídeos curtos como um resumão de capítulo de série, que eu assisto e lembro do dia. Espero que tu assista e sinta o mesmo que eu!
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Não sei se destino existe, se os nossos foram traçados na maternidade, como já cantava Cazuza. Não sei se fomos feitos um pro outro, se somos almas gêmeas. Na verdade, não sei nem se almas gêmeas existem de verdade. Tudo isso é muito incerto e eu não me arrisco a afirmar a existência ou não existência de algum deles. Eu acredito devido a grande influência dos filmes de romance que assisto, tu sabe. Por acreditar no destino, eu sempre achei que ele faria tudo por mim, sem precisar do meu esforço, porque o que fosse meu já estava predestinado. Isso pode acontecer nos filmes, mas não na vida real. O destino é imprevisível e inexplicável. Estivemos comprometidos com outras pessoas na mesma época e terminamos nossos relacionamentos no mesmo mês. A gente só se conheceu um tempo depois, num aplicativo de relacionamento que nos rendeu uma amizade maravilhosa e uma paixão extremamente confusa. Um ano numa enrolação sem fim, um mais perdido que o outro, zero esforço da parte dos dois, com poucos abraços compartilhados e nem um beijinho. A gente precisou de três meses longe um do outro, em todos os sentidos, pra perceber que não tinha como. Tu já tava completamente grudado em mim, não tinha como e eu nem queria te tirar de mim. A gente precisou se perder pra se encontrar, se valorizar. Assim eu aprendi que o destino pode existir sim, mas a gente é quem controla boa parte dele.
Isso tudo me faz pensar numa frase que já ouvi inúmeras vezes: “o amor sustenta o relacionamento”. Aprendi contigo, mesmo que não tenha me ensinado com palavras, que não funciona assim na prática. Aprendi com os gestos, no cotidiano, que o amor é fundamental, mas não se basta sozinho. O que sustenta o amor é a forma de se relacionar. É diálogo, respeito, confiança. Namorar é um teste diário de tolerância, paciência, compreensão e amizade. É aprender a lidar com os defeitos de um, tolerar o errozinho do outro, ceder quando necessário. É conversar sobre o que nos aflige, por mais difícil que seja. É ser sincero, é estar ali pra ouvir o outro reclamar e contar como foi o dia.
Se hoje a gente tá completando dois pequenuchos anos juntos é porque nós nos esforçamos todos os dias. É porque tá dando certo.
Meu amor, obrigada por ter me dado a sensação de amar, e outras tantas. Eu não sabia que era humanamente possível sentir tantas coisas assim. Obrigada por fazer eu me sentir amada, sem nunca duvidar do teu amor, mesmo com todas as minhas inseguranças. Obrigada por me cuidar, por me acalmar, por ser meu melhor amigo e meu porto seguro. Obrigada por ter esse teu jeitinho único, que me completa e transborda. Muitos e muitos obrigadas a ti e a Deus. Só Ele sabe o quão grata eu sou por tu existir!
Ainda não sei se a gente foi feito um pro outro, se somos almas gêmeas ou se o destino nos quis juntos, mas sei que nada disso importa. Sendo tudo isso ou não, a gente vai continuar se esforçando todos os dias pra continuarmos sendo o que somos. Se depender de mim, não desgrudo de ti nunca mais! Eu te amo e amo nós! ❤

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